A onda de protestos estudantis na Europa chegou à Albânia nesta quarta-feira (14). Em Tirana, dezenas de milhares de estudantes tomaram as ruas, incendiaram um prédio do governo, duas agências bancárias e atiraram pedras contra a polícia. O movimento, que começou na França e já passou pela Bélgica, cobra melhores condições de ensino.
A polícia albanesa reagiu com canhões de água e gás lacrimogêneo. Os manifestantes atearam fogo à sede do Ministério da Educação e a uma agência do Raiffeisen Bank vizinha, além de virar lixeiras e quebrar vitrines.
Governo promete novos professores, mas protestos continuam na França
Segundo os organizadores, o ato era contra o alto custo do ensino superior, a falta de auxílio financeiro e as poucas perspectivas de emprego após a formatura.
Essa foi a manifestação mais violenta contra o primeiro-ministro Edi Rama, reeleito para o quarto mandato em maio do ano passado e alvo de crescente insatisfação com a suposta corrupção entre altos funcionários.
França suspende granadas de efeito moral em protestos de estudantes
Protestos começaram na França
Na França, a mobilização entrou na quarta semana com bloqueios de centenas de escolas por alunos do ensino médio, que exigem mais professores, salas menos lotadas e reformas nos prédios.
Nesta terça-feira (13), a ativista sueca Greta Thunberg participou de um ato em Saint-Denis, ao norte de Paris, no mesmo dia em que cerca de 200 escolas fecharam, segundo o ministro da Educação, Edouard Geffray.
Adolescente perde mão ao pegar granada em atos sobre escolas na França
A repressão policial já deixou centenas de feridos e milhares de presos, e o governo suspendeu o uso de granadas de efeito moral depois que um adolescente perdeu uma mão. Na semana passada, o Executivo prometeu enviar cerca de 3 mil professores às escolas com mais carência, o que os sindicatos estudantis comemoraram como a primeira vitória do movimento.
Na Bélgica, estudantes inspirados pelos colegas franceses se juntaram, na sexta-feira (9), a uma greve nacional convocada por sindicatos contra cortes no orçamento. A marcha reuniu cerca de 30 mil pessoas em Bruxelas e terminou em confrontos com a polícia, com 21 detidos, entre eles 13 menores.
*Com informações da Reuters
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