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Líder do Irã promete vingança e mantém Estreito de Ormuz fechado

Após tomar posse, Mojtaba Khamenei promete vingança contra EUA e Israel e manter o Estreito de Ormuz fechado, elevando a tensão regional

FILE PHOTO: Mojtaba Khamenei, the second son of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, visits Hezbollah's office in Tehran, Iran, October 1, 2024. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo
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Mojtaba Khamenei, recém-eleito Líder Supremo do Irã, fez seu primeiro pronunciamento público nesta quinta-feira, 12, em Teerã. O aiatolá prometeu vingança pelo sangue dos mártires e anunciou que os ataques a bases militares de inimigos no Oriente Médio devem continuar. A fala foi lida pela mídia iraniana.

O novo chefe de Estado, que sucedeu o pai Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia de guerra, afirmou que a retribuição não se restringe ao martírio do líder histórico, mas envolve cada membro da nação. Também disse que o Irã manterá o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O líder iraniano ressaltou a defesa eficaz do país e confirmou a continuidade do bloqueio estratégico, já que o estreito lidera o trânsito de cerca de 25% do petróleo mundial. Essa medida impacta mercados globais e levou países a acionar estoques de emergência.

Eixo da Resistência

Khamenei prometeu cobrar os adversários pelos prejuízos econômicos causados pela guerra. Também reforçou o apoio do Irã ao Eixo da Resistência, que reúne grupos como Hamas e Hezbollah. A defesa desse alinhamento foi apresentada como parte dos valores da Revolução Islâmica.

O aiatolá mencionou a possibilidade de indenização aos que causaram danos, com medidas que poderiam envolver confisco de bens. Caso necessário, indicou que ações proporcionais seriam adotadas para equilibrar perdas.

Vizinhos e relações regionais

O novo Líder Supremo declarou a intenção de manter relações cordiais com os 15 países que têm fronteira com o Irã. Contudo, apontou que algumas bases militares desses Estados foram usadas contra o Irã, defendendo ações contra tais alvos.

Nessa semana, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, com abstenções de China e Rússia, uma resolução para que Teerã cesse retaliações contra países árabes. O Irã foi solicitado a esclarecer a posição de países que abrigam bases dos EUA.

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