Mojtaba Khamenei, recém-eleito Líder Supremo do Irã, fez seu primeiro pronunciamento público nesta quinta-feira, 12, em Teerã. O aiatolá prometeu vingança pelo sangue dos mártires e anunciou que os ataques a bases militares de inimigos no Oriente Médio devem continuar. A fala foi lida pela mídia iraniana.
O novo chefe de Estado, que sucedeu o pai Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia de guerra, afirmou que a retribuição não se restringe ao martírio do líder histórico, mas envolve cada membro da nação. Também disse que o Irã manterá o bloqueio do Estreito de Ormuz.
O líder iraniano ressaltou a defesa eficaz do país e confirmou a continuidade do bloqueio estratégico, já que o estreito lidera o trânsito de cerca de 25% do petróleo mundial. Essa medida impacta mercados globais e levou países a acionar estoques de emergência.
Eixo da Resistência
Khamenei prometeu cobrar os adversários pelos prejuízos econômicos causados pela guerra. Também reforçou o apoio do Irã ao Eixo da Resistência, que reúne grupos como Hamas e Hezbollah. A defesa desse alinhamento foi apresentada como parte dos valores da Revolução Islâmica.
O aiatolá mencionou a possibilidade de indenização aos que causaram danos, com medidas que poderiam envolver confisco de bens. Caso necessário, indicou que ações proporcionais seriam adotadas para equilibrar perdas.
Vizinhos e relações regionais
O novo Líder Supremo declarou a intenção de manter relações cordiais com os 15 países que têm fronteira com o Irã. Contudo, apontou que algumas bases militares desses Estados foram usadas contra o Irã, defendendo ações contra tais alvos.
Nessa semana, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, com abstenções de China e Rússia, uma resolução para que Teerã cesse retaliações contra países árabes. O Irã foi solicitado a esclarecer a posição de países que abrigam bases dos EUA.
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