O governo dos Estados Unidos oferece recompensa de até 10 milhões de dólares por informações sobre oficiais militares e de inteligência de alto escalão do Irã, incluindo o novo chefe da liderança, o Ayatolá Mojtaba Khamenei. O anúncio foi feito em 13 de março, pelo Departamento de Estado, e foca 10 dirigentes ligados ao Corpo das Guardas da Revolução Islâmica (IRGC). A medida visa coibir ações atribuídas ao grupo, considerado aliado ao líder supremo.
A recompensa também mira o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, o ministro da Inteligência Esmail Khatib, o ministro do Interior Eskandar Momeni e dois assessores ligados ao gabinete do líder supremo. O IRGC atua para proteger a estrutura clerical xiita e planeja operações globais, segundo o governo americano.
As informações constam de um site oficial do governo dos EUA, que descreve que esses oficiais dirigem o IRGC e organizam ações classificadas como terroristas por Washington. O anúncio cita que a rede de comando envolve diferentes ramos da força militar iraniana.
Contexto recente e participação
Ali Larijani apareceu em vídeos na sexta-feira ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi em Teerã, segundo registros verificados pela Reuters. As imagens ocorreram mesmo com declarações dos EUA de que a liderança iraniana estaria retirada.
O Departamento de Estado afirma que as informações contribuiriam para desmantelar operações do IRGC, alvo de sanções e acusações de ataques envolvendo cidadãos norte-americanos. O IRGC foi designado como organização terrorista estrangeira pelos Estados Unidos.
O Irã não respondeu de imediato ao pedido de comentário, nem sua missão na ONU em Nova York. O país nega patrocinar o terrorismo e sustenta que as acusações dos EUA são ataques políticos para justificar pressões.
Observação: a matéria descreve acusações e contextos já divulgados por autoridades, sem emitir opinião.
Entre na conversa da comunidade