O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o assessor do governo dos EUA, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil se o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares for liberado pelas autoridades norte-americanas. A declaração ocorreu em evento realizado no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (13).
Segundo Lula, a medida é uma resposta de reciprocidade ao bloqueio de vistos que atingiu Padilha, sua esposa e a filha do ministro no ano passado, pelos EUA. O governo brasileiro entende que a restrição foi direcionada aos membros da família do ministro.
O chefe do Executivo destacou que a entrada de Beattie no Brasil depende da liberação do visto de Padilha, para evitar desequilíbrios na relação entre os dois países. A posição foi apresentada como uma forma de manter correspondência entre as medidas de cada parte.
A decisão, segundo o presidente, não se aplica apenas a Padilha, mas também a integrantes da família que tiveram seus vistos recusados. A fala ocorreu durante uma cerimônia pública no estado do Rio de Janeiro, com a participação de assessores governamentais e apoiadores.
O Itamaraty confirmou a existência de interlocuções entre os governos sobre o tema, ressaltando que decisões sobre vistos são prerrogativa das autoridades consulares dos EUA e do Brasil. Não houve anuncio de novas ações ou prazos para a resolução do impasse.
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