O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, mostrou-se interessado em ver David Ellison, aliado de Trump, assumir o controle da CNN, enquanto criticava a cobertura da mídia sobre a guerra com o Irã. A declaração ocorreu na sexta-feira, em Washington. A avaliação vem após o acordo de aquisição da CNN pela Warner Bros, controlada pela Paramount, estimado em 110 bilhões de dólares.
Hegseth afirmou que quanto mais cedo Ellison assumir a rede, melhor. O comentário aconteceu em meio a críticas à cobertura da imprensa sobre a interrupção iraniana no tráfego no Estreito de Hormuz, ponto estratégico para o petróleo e para os mercados.
Enquanto isso, a CNN manteve que seu relato está correto. A emissora afirmou estar confirmando informações com várias fontes. Representantes da Paramount não comentaram o assunto.
Controvérsia sobre a fusão da CNN
Hegseth também criticou a forma como o tema da fusão entre Paramount e Warner Bros vem sendo coberto. Ele citou questionamentos sobre independência editorial e custos para consumidores, em meio a debates bipartidários no Congresso.
A restrição de acesso da imprensa ao pentágono foi mencionada como contexto. Cerca de 30 veículos, incluindo Fox News, Washington Post e Reuters, teriam tido credenciais retiradas. O Pentágono afirmou que novas pautas são convidadas.
Reações ao conteúdo jornalístico
Hegseth repetiu críticas a reportagens sobre o Irã e o risco de retaliação. Em resposta, a CNN destacou que avaliou a disposição do Irã em fechar o estreito com base em diversas fontes. O tema segue em pauta, com desdobramentos para a imprensa e para a política externa.
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