A União Europeia prorrogou por seis meses as sanções contra pessoas e entidades consideradas aliado/as à guerra da Rússia contra a Ucrânia. A medida foi estendida até 15 de setembro após impasse causado pelos vetos de Hungria e Eslováquia. As medidas visam quem prejudica a integridade, soberania e independência da Ucrânia.
Ao todo, cerca de 2.600 indivíduos e entidades continuam sujeitos às restrições, que incluem vistos, congelamento de ativos e proibição de disponibilizar recursos econômicos. As sanções contra Russia seguem sendo ampliadas desde a invasão de 2022.
A UE informou que duas pessoas físicas foram retiradas da lista e cinco falecidos deixaram de ser alvo das sanções. Entre os removidos, estava Niels Troost, holandês incluído por comercializar óleo russo, segundo uma fonte da UE.
Hungria e Eslováquia haviam pressionado pela exclusão de alguns oligarcas russos, segundo diplomatas. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, pediu também a suspensão de sanções ligadas à energia russa por preços elevados. Ele citou ainda disputas sobre o fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba.
Contexto e desdobramentos
- A decisão ocorreu em meio a tensões entre EUA, UE e países aliados sobre o custo econômico da guerra.
- A UE já adotou medidas de longo alcance, com foco em restrições financeiras e comerciais.
- A tensão sobre o abastecimento de energia na região persiste, influenciando debates internos.
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