O CLARITY Act, projeto de lei que busca esclarecer regras para mercados de ativos digitais, pode enfrentar dificuldades de aprovação neste ano, segundo Alex Thorn, executivo da Galaxy Digital. A janela de avanço no Congresso está estreita para 2026.
Thorn disse, em uma publicação na rede social X, que o texto precisa passar por comitê no Senado até o fim de abril para manter viabilidade. Caso contrário, as chances de aprovação diminuem significativamente.
O projeto prevê, entre outros pontos, regras de registro e estrutura de mercado para criptoativos. Debates sobre remuneração de stablecoins e a repartição de competências regulatórias continuam entre as maiores barreiras.
Contexto político e dificuldades de aprovação
A prioridade de Washington segue até abril, com o Senado concentrando-se no SAVE America Act. Líderes indicam que a estrutura do mercado de ativos digitais pode ficar para um momento posterior.
Outra dificuldade envolve essa remuneração de stablecoins, já que bancos tradicionais alertam para possível desvio de depósitos. Empresas de cripto defendem que a prática ampliaria a utilidade das moedas estáveis.
Além disso, questões sobre finanças descentralizadas, proteções a desenvolvedores de blockchain e a divisão de poder regulatório entre agências devem ganhar atenção conforme o impasse atual se desenrola.
Perspectivas do setor e sinalizações
Analistas externos mantêm cautela sobre o cronograma. A TD Cowen já sinalizou que a legislação de estrutura de mercado cripto pode sofrer atrasos para 2027, com efeitos possivelmente somente em 2029, caso haja gridlock.
Segundo avaliações, inclusões sobre retroatividade de cláusulas de conflito político podem influenciar o resultado, dependendo das negociações em curso. A expectativa é de que haja concessões entre defensores de criptomoedas e interesses bancários.
Líderes do setor sigam confiantes de que o impulso bipartidaramente apoiado pode avançar o CLARITY Act até a aprovação em 2026. A presença de apoio de legisladores sinaliza esforço para concluir a propostas de reforma regulatória.
Na pauta pública, representantes indicaram que o governo federal acompanha o tema de perto. A administração tem insistido na necessidade de um arcabouço estável para o uso geral de ativos digitais.
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