Primeira-ministra Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não será arrastado para uma guerra mais ampla no Irã, mas estabelecerá com aliados um plano coletivo viável para reabrir o estreito de Hormuz. A estratégia visa estabilizar os preços do petróleo, segundo o premiê em conferência em Londres.
Starmer disse que trabalha com parceiros na Europa, no Golfo e nos EUA para garantir a liberdade de navegação na região. Ele deixou claro que a missão não seria comandada pela OTAN e que o Reino Unido contribuirá com ativos que estejam ao alcance de seus aliados.
O premiê também destacou um pacote de apoio às famílias que dependem de óleo de aquecimento, no valor de 53 milhões de libras, para ajudar os mais vulneráveis diante da escalada de custos relacionada ao conflito. A Whitehall informou que a política visa mitigar impactos econômicos enquanto se busca estabilidade energética.
Contexto estratégico e alianças
Starmer informou que conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o estreito no domingo à noite, mantendo um tom de cooperação entre aliados. Ele ressaltou que a relação com Washington continua sólida e que o encontro ajudou a alinhavar contribuições possíveis de outras nações.
O que está em jogo é o fluxo global de petróleo e gás, já que aproximadamente 20% dos suprimentos mundiais passam pelo estreito de Hormuz. O chanceler britânico também indicou que o Reino Unido avalia ações autônomas de defesa no Near East, incluindo capacidades de minas marítimas.
O líder britânico reiterou que o objetivo é abrir o estreito com rapidez para reduzir a volatilidade dos mercados de energia, sem desencadear uma participação britânica em uma guerra mais ampla. A estratégia envolve cooperação com múltiplos parceiros internacionais para frear impactos econômicos.
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