South Africa afirma não ter motivos para cortar relações com o Irã, mesmo após declarações do novo embaixador dos EUA de que a ligação com Teerã atrapalha uma boa relação com Washington. A firmeza foi anunciada pelo diretor-geral do departamento de Relações Internacionais, Zane Dangor.
Dangor disse que Pretória pretende manter o diálogo com os EUA, mas não aceitar pressões para abandonar aliados ou adotar políticas que julga inadequadas. Ele citou responsabilidades internas, como leis de empowerment negro, e questões de política externa regional, como motivos para não ceder a condicionantes externas.
O posicionamento ocorre em meio a uma escalada de tensões entre EUA e Irã e ao aprofundamento de atritos entre a África do Sul e Washington durante o segundo mandato do ex-presidente Donald Trump. Dangor afirmou que a relação com os EUA pode avançar em áreas de interesse comum, sem abrir mão de princípios.
Contexto regional e econômico
Segundo Dangor, não há divergência fundamental com o Irã que justifique o rompimento de vínculos. Ele indicou que a cooperação deverá ser avaliada caso a caso, sem alinhamento automático a grandes potências. O governo sul-africano já criticou ações iranianas durante recentes protestos internos.
Relação com Washington
O diretor-geral reforçou a vontade de melhorar as relações com os EUA, desde que as negociações não sejam “dominadas por uma esfera de influência” externa. O embaixador norte-americano em Pretoria, Leo Bozell, foi citado por veículos locais afirmando que a proximidade com o Irã dificulta vínculos estáveis com os EUA, segundo a imprensa.
Dangor criticou ainda propostas da administração de Trump ligadas a políticas de reforma econômica e social, como metas de propriedade de empresas negras e de representação de trabalhadores negros, que, na visão dele, não devem influenciar acordos comerciais. A posição foi apresentada durante a primeira entrevista de Bozell, divulgado pela mídia local.
Sobre outras pautas, o governo sul-africano rejeitou a ideia de transformar questões de refugiados ou de litígios internacionais em condicionantes para relações bilaterais. Dangor destacou que o país manterá o debate sobre temas sensíveis, sem alterar sua linha institucional.
Perspectiva recente
O relacionamento entre África do Sul e os EUA foi marcado por desentendimentos e por tempo de tensão, com quedas de confiança em momentos de crise política interna. O governo sul-africano disse buscar canais para cooperação, priorizando áreas de convergência e mantendo visão crítica sobre questões de segurança regional e política externa.
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