O encurtamento das redes globais de energia diante da guerra no Irã é, segundo o secretário-executivo da ONU para mudanças climáticas, uma lição contundente sobre a dependência de combustíveis fósseis. A declaração será feita a policymakers da União Europeia, em Bruxelas, na segunda-feira. O objetivo é destacar riscos e incentivar a desconexão de petróleo e gás.
A ONU afirma que a crise elevou a volatilidade dos preços e evidenciou vulnerabilidade de câmbio energético. A notícia chega em meio a o aumento dos preços do gás na Europa, impulsionado pelo conflito e pelas interrupções no Médio Oriente.
A UE depende fortemente de importações de energia. Dados citados indicam que a região importa mais de 90% do petróleo e 80% do gás. A conjuntura levou autoridades a considerar medidas emergenciais para proteger consumidores.
O debate público se concentra em estratégias de longo prazo. A Comissão Europeia defende ampliar a produção de energia renovável e nuclear, visando segurança energética e menor exposição a choques de mercado.
Contexto e reação da UE
Governos, incluindo Itália e Hungria, pressionam Bruxelas a flexibilizar políticas climáticas para reduzir custos imediatos. A posição da ONU é de que renunciar a combustíveis fósseis desacoplado da transição tecnológica é prejudicial.
Stiell sustenta que a transição para fontes como vento e solar pode reduzir custos, criar empregos em tecnologia limpa e assegurar fornecimentos estáveis. A defesa é de que depender de importação de combustíveis mantém a Europa vulnerável a crises.
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