Bruxelas, 16 de março. Os ministros de Relações Exteriores da UE disseram que não há apetite para ampliar a missão naval europeia no Oriente Médio até o Estreito de Hormuz, pelo menos por enquanto. A declaração veio após a reunião e reforça o mandato existente.
A missão Aspides, criada em 2024 para proteger navios contra ataques dos houthis no Mar Vermelho, opera com um navio italiano e outro grego sob comando direto, com possibilidade de apoio de França e de mais um italiano. A ideia de fortalecer a operação foi discutida, mas sem mudança no escopo atual.
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, informou aos jornalistas que houve desejo de fortalecer a presença, porém sem alterar o mandato. Mesmo com o foco no Hormuz, o Mar Vermelho continua considerado crítico para a segurança da navegação internacional.
Desdobramentos e contexto
O Estreito de Hormuz recebeu atenção após declarações do presidente dos EUA de incentivar outros países a ajudar na vigilância da passagem, que costuma concentrar aproximadamente um quinto do petróleo e gás natural liquefeito globais. A pressão internacional ocorre em meio a respostas a ataques com drones, mísseis e minas na região.
Autoridades europeias ressaltaram que a prioridade atual é a proteção das rotas já cobertas pela Aspides, mantendo o foco no Red Sea e na região de atuação da missão, sem ampliar o alcance para o Estreito de Hormuz neste momento.
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