A chefe da diplomacia da União Europeia pediu hoje ao secretário-geral da ONU uma iniciativa para permitir a exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, similar ao acordo que liberou cereais da Ucrânia. A fala ocorreu durante uma reunião de ministros em Bruxelas.
Kaja Kallas afirmou que o bloqueio de Ormuz é perigoso para o abastecimento de petróleo, especialmente na Ásia, e também pode impactar fertilizantes. Ela disse que, se faltar fertilizante neste ano, pode haver privação alimentar no próximo.
A UE avalia como reproduzir, no contexto de Ormuz, a lógica do mecanismo mediado pela ONU e pela Turquia para os cereais do Mar Negro, assinado entre Kiev e Moscou, que permitiu exportações antes da suspensão russa em 2023.
Contexto e desdobramentos
A chefe da diplomacia europeia também informou que os ministros vão discutir, hoje, a possível mudança do mandato da missão Aspides, criada para proteger navios no Mar Vermelho. A ideia é ver se é viável adaptar a atuação para Ormuz.
Ela mencionou ainda que a França já sinalizou planos de criar uma missão para abrir o Estreito de Ormuz, mas que é preciso avaliar o que pode funcionar com rapidez. A ideia é segurança para o tráfego naval.
Kallas comentou sobre o posicionamento dos Estados Unidos, que destacaram a importância de manter Ormuz aberto. Segundo ela, a UE tem mantido contato com parceiros americanos em diferentes níveis para encontrar caminhos.
A responsável europeia ressaltou que Ormuz não fica na zona de atuação da Otan, o que torna relevante uma solução europeia voluntária. A UE avalia, entre opções, uma missão comum para a região.
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