Cuba reconectou parte da rede elétrica nesta terça-feira (17), conforme o Ministério de Energia e Minas. A restauração ocorreu horas depois de o presidente dos EUA compartilhar endurecimento de discurso contra a ilha. A falha nacional deixou cerca de 10 milhões sem energia na segunda-feira.
De acordo com autoridades, a rede foi reestabelecida do extremo oeste, na província de Pinar del Río, até Holguín, no leste. Santiago de Cuba permaneceu sem energia, segundo relatos oficiais.
A geração continua insuficiente, prejudicada pela escassez de combustível e por usinas antigas. Mesmo com a recuperação, o racionamento persiste e a maior parte da população enfrenta longos períodos sem luz.
Antes da interrupção, a maioria dos cubanos já convivia com apagões diários de 16 horas ou mais, incluindo em Havana. Moradores relatam impactos em alimentação, água e serviços básicos.
Fontes do governo não detalharam a causa da falha de segunda, a maior desde o fim do abastecimento de petróleo venezuelano por Washington. Um blocoio de óleo tem pressionado o sistema energético.
Autoridades citaram ainda que parte do país recebeu apenas duas novas remessas de petróleo neste ano, conforme monitoramento de dados de embarcações. A situação eleva o desafio de manter a rede estável.
Cuba e os Estados Unidos iniciaram conversas para atenuar a crise, após o episódio. As negociações não trouxeram detalhes públicos sobre avanços ou propostas até o momento.
Apesar da tensão, muitos cubanos seguem buscando normalizar atividades diárias com paciência. Moradores manifestam cansaço, mas manterão a resiliência diante da continuidade dos apagões.
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