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Dezenas de mortos em ataque aéreo a centro de saúde em Cabul

Ataque aéreo a centro de saúde em Cabul deixa dezenas de mortos e centenas de feridos; disputa entre talibãs e Paquistão sobre a responsabilidade

Varias personas inspeccionan los restos del centro sanitario bombardeado en Kabul.
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Do ataque aéreo contra um centro médico em Kabul resultou em dezenas de mortes na noite de segunda-feira. O governo talibã afirma 400 mortos e 250 feridos, culpando o Paquistão pelo bombardeio. Islamabad nega ter atacado a clínica de reabilitação.

Partes do complexo Omid estavam em chamas ao chegar equipes de resgate, segundo a BBC, que viu ao menos 30 cadáveres serem retirados. O centro atendia cerca de 2.000 pacientes, segundo trabalhadores ouvidos pela emissora britânica.

Testemunhas relatam explosões ao fim das orações da tarde, com ataques que teriam atingido áreas de quartos. Relatos indicam incêndio generalizado e dificuldades para resgatar feridos.

Contexto do conflito fronteiriço

O talibão afiança que não há instalações militares próximas à clínica. O país vizinho, o Paquistão, afirma ter bombardeado apenas alvos militares e infraestruturas de apoio a terroristas em Kabul e Nangahar.

O governo de Islamabad contesta as cifras elevadas do balanço, descrevendo-as como distorcidas para justificar apoio a ações contra o terrorismo fronteiriço. Autoridades paquistanesas destacam explosões secundárias como indícios de depósitos de munição.

Sobre o Centro Omid

O Omid já funcionava como centro de reabilitação desde 2016, instalado em antiga base militar norte-americana. Além de tratamento, oferecia cursos de costura e carpintaria para a reinserção social dos pacientes.

Reação internacional e desdobramentos

O relator especial da ONU para a situação de Afganistão, Richard Bennett, condenou o bombardeio e pediu desescalada e respeito ao direito internacional. A autoridade ressaltou proteção de civis e de bens civis, como hospitais, durante o conflito.

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