O petróleo voltou a subir após novos ataques do Irã a países vizinhos, enquanto os futuros das ações americanas recuam no pré-mercado. O ataque ocorreu na madrugada desta terça-feira, aumentando a tensão no Golfo Pérsico.
O Irã abriu fogo com mísseis contra alvos em Israel, segundo relatos de forças locais. Em Beirute, alvos do Hezbollah também teriam sido atingidos. Não há confirmação oficial de feridos entre autoridades iranianas.
Foguetes e drones atingiram a embaixada dos EUA em Bagdá, de acordo com fontes de segurança iraquianas. O incidente é descrito como o mais intenso desde o início do conflito. Não foram divulgados balanços de vítimas.
O Irã também mirou os Emirados Árabes Unidos, levando ao fechamento temporário do espaço aéreo regional. Um drone atingiu uma instalação petrolífera em Fujairah; destroços de um míssil detonaram na área de Abu Dhabi, causando mortes não confirmadas até o momento.
A escalada deixa o Estreito de Ormuz praticamente fechado e sustenta o preço da energia. Autoridades de EUA e aliados não conseguiram consenso para reabrir a rota, elevando a percepção de inflação e pressões sobre monetárias.
Perspectivas
O Brent Trade avançou, chegando a US$ 103,65 o barril, com alta de cerca de 4% pela manhã. Futuros acionários dos EUA e cotações do ETF EWZ recuam no pré-mercado, refletindo a percepção de maior risco geopolítico.
Especialistas apontam que o prolongamento do conflito tende a manter preços elevados para petróleo e a aumentar a inflação. Bancos centrais podem manter juros elevados ou endurecer políticas, reduzindo atividades econômicas.
Indicadores
BRASIL
Inflação IGP-10 (Mar)
Observado: – 0,2%
Anterior: – 0,4%
ESTADOS UNIDOS
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