A Rússia afirmou, nesta terça-feira, ter solidariedade inabalável com Cuba, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que pretende “tomar Cuba” e que pode fazer o que quiser com a ilha comunista. O pronunciamento ocorreu sem mencionar Trump pelo nome.
O Ministério das Relações Exteriores russo declarou que condena tentativas de ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano, intimidação e medidas unilaterais restritivas. Em tom de apoio, a Rússia reiterou a disposição de ajudar Cuba, inclusive com suporte financeiro.
Segundo o ministério, Moscou está em contato com a liderança cubana e pronto para oferecer toda a assistência possível. A nota destacada aponta que a ilha enfrenta desafios históricos provocados pelo embargo externo dos EUA, além de questões econômicas internas.
A escalada de tensões inclui ações de Washington, como um bloqueio de petróleo que impacta o sistema de geração de energia de Cuba. Jornalismo internacional apontou que, segundo fontes ouvidas pelo New York Times, há sinais de que se buscaria a substituição do presidente Miguel Díaz-Canel, embora sem definir os próximos passos.
O Kremlin já havia indicado a intenção de manter o apoio a Cuba, uma aliança que perdura desde a Revolução Cubana de 1959. Moscou declarou que tem mantido canais abertos com Havana e que a cooperação não se limita a financiamento, mas envolve assistência em diferentes setores.
Entre na conversa da comunidade