Foram enviados dois Rinocerontes brancos do sul para o Parque Nacional do Vale de Kidepo, no nordeste de Uganda, marcando o retorno da espécie ao país após mais de quatro décadas. A ação, anunciada na terça-feira pela Uganda Wildlife Authority (UWA), é o início de um plano para restabelecer a população no parque, onde o último rinoceronte foi morto em 1983.
Os animais deixaram uma fazenda privada em Nakasongola, a cerca de 100 km ao norte da capital Kampala, e chegaram a um santuário protegido, com cercas perimetrais, vias de acesso, brigadas de guarda, sistemas de água e monitoramento. A translocação envolve oito animais planejados para restauração da espécie no parque.
A decisão foi embasada em estudo sobre adaptabilidade ambiental, necessidades ecológicas e condições de segurança, que indicaram que Kidepo é um dos melhores locais para a reintrodução. A UWA ressalta que a área conta com infraestrutura para proteção e manejo eficaz dos rinocerontes.
Contexto e objetivos da iniciativa
Durante décadas, caçadores dizimaram rinocerontes em Kidepo e em outras unidades do país, levando à extinção da espécie na natureza em Uganda. A população de rinocerontes do sul no mundo permanece sob pressão, com a lista da IUCN classificando a espécie como quase ameaçada e estimativas de cerca de 10 mil indivíduos em 2020.
A agência ambiental ressaltou que a operação ocorre em meio a desafios contínuos de tráfico de animais silvestres e comércio ilegal de chifre, com autoridades já prendendo indivíduos por, entre outros, marfim e pangolins. O objetivo é consolidar uma população estável e reduzir o risco de extinção local.
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