Em uma declaração que aponta para alinhamento com Washington e Tel Aviv, o governo argentino afirmou que enviaria militares para o Oriente Médio caso os Estados Unidos solicitassem. O porta-voz Javier Lanari informou ao El Mundo que qualquer assistência necessária seria provida, sem confirmar se o pedido já ocorreu.
A fala ocorre no contexto de apoio explícito de Milei a Israel e aos EUA, com promessas de transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. A posição tem sido acompanhada de críticas internas e externas, inclusive de veículos estrangeiros que analisam o tom do governo argentino em relação ao Irã.
Caso Libra e denúncias de corrupção em foco
As declarações sobre envio de tropas surgem em meio a denúncias de corrupção envolvendo Milei e a criptomoeda Libra, promovida pelo presidente. O El Destape divulgou supostas informações de peritos sobre um provável acordo de US$ 5 milhões envolvendo Milei e a irmã Karina, antes de Milei divulgar a Libra nas redes.
O presidente não se manifestou sobre as novas acusações. O ministro da Justiça, Juan Bautista Mahiques, disse que seria imprudente fazer acusações sem evidência. Deputados da oposição tentam abrir uma investigação parlamentar com base nas denúncias.
Histórico de participação argentina em conflitos
Não é a primeira vez que a Argentina participa de ações alinhadas aos EUA no Oriente Médio. Em 1991, sob o governo de Carlos Menem, o país enviou navios para o bloqueio naval durante a Guerra do Golfo. O conflito envolveu o Iraque e a coalizão liderada pelos EUA.
Antes disso, em 1982, a Argentina esteve envolvida na Guerra das Malvinas, disputando território com o Reino Unido. Os EUA apoiaram o Reino Unido durante o conflito, que resultou em perdas humanas significativas para ambos os lados.
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