O Irã lançou uma operação militar contra infraestruturas de hidrocarbonetos na região, em retaliação ao ataque ao campo Pars Sur. A ofensiva atingiu Ras Laffan, maior centro de processamento de gás natural liquefeito do mundo, em Qatar. Também foram alvo refinoarias em Kuwait e outras instalações na região.
Segundo autoridades cataris, os impactos em Ras Laffan provocaram incêndios de grande proporção e danos severos. A QatarEnergy informou que a recuperação deve levar ao menos três anos e que a capacidade de exportação de gás deve recuar cerca de 17% nos próximos cinco anos.
Refinarias em Kuwait, Mina Abdulá e Mina al Ahmadi, foram alcançadas por drones, com incêndios que não deixaram danos críticos. Além disso, um míssil atingiu a refinaria de Haifa, em Israel. Sistemas de defesa teriam interceptado parte dos ataques, segundo autoridades dos Emirados e de Arábia Saudita.
Ras Laffan e reação regional
A pressão chegou a Doha, onde o governo ordenou a expulsão de agregados da Embajada iraniana. O primeiro-ministro do Catar afirmou que o ataque levanta várias questões sobre a relação com o Irã.
Paralelamente, ministros de Exteriores de doze países muçulmanos, incluindo Turquia e Egito, reuniram-se em Riade para discutir a escalada. O comunicado pediu fim dos ataques, liberação do estreito de Ormuz e respeito ao direito internacional.
Impactos econômicos e estratégicos
A volatilidade no preço do gás aumentou, com elevação de mais de 30% no índice europeu. Órgãos internacionaisalertaram para impactos na inflação e na segurança alimentar global, em razão da importância regional para o abastecimento mundial.
Alguns países buscam diversificar rotas de exportação. Instaladores turcos propõem ampliar oleoduto Kirkuk–Ceyhan para facilitar saídas de petróleo iraquiano. Irã tenta pressionar pela contenção de ataques, ampliando o custo econômico para rivais.
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