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China pede fim da guerra no Oriente Médio e prevê impactos econômicos

China pede fim da guerra no Oriente Médio e alerta para impactos econômicos globais, com risco a energia, transporte marítimo e comércio mundial

Bandeira da China em Xangai
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A China pediu nesta sexta-feira (20) o fim da guerra no Oriente Médio e alertou para impactos no preço e no fluxo de energia global, no transporte marítimo e no comércio. O porta-voz Lin Jian disse que todas as partes devem cessar os combates para evitar mais ódio.

Segundo Lin, a guerra que continua se alastrando prejudica interesses comuns e não oferece solução. Pequim reiterou que o fluxo de energia da região não deve ser interrompido, destacando riscos para a economia mundial.

A declaração ocorre no 23º aniversário da Guerra do Iraque, que começou em 2003 com a invasão liderada pelos EUA. A fala liga a atual crise à memória de anos de caos na região.

Contexto internacional

O chanceler chinês Wang Yi afirmou que a guerra não deve continuar. Em ligação com o principal assessor diplomático da França, Emmanuel Bonne, Wang pediu coordenação entre membros do Conselho de Segurança da ONU para impedir maior envolvimento externo.

O Ministério das Relações Exteriores apontou que a China, como membro do Conselho de Segurança, busca reduzir tensões e manter estáveis as rotas comerciais e energéticas que ligam Golfo, Norte da África e Europa.

Impactos econômicos e geopolíticos

Analistas destacam que o conflito oferece à China a oportunidade de se posicionar como parceira estável, mas ele eleva custos de energia para fabricantes chineses e pode pressionar a inflação se persistir.

O avanço da guerra também coloca em risco a ambição da Belt and Road, com parte do projeto dependente de rotas que atravessam o Oriente Médio e o Golfo, afetando o comércio externo da China.

A guerra entre EUA e Israel ainda afeta relações entre grandes potências. A situação tem potencial de atrasar o encontro entre Xi Jinping e o presidente dos EUA, que seria um marco para reorientar tensões comerciais e diplomáticas.

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