Um incêndio devastador atingiu o complexo Wang Fuk Court, em Tai Po, Hong Kong, na tarde de 26 de novembro de 2025. Sete das oito torres foram consumidas pelas chamas em 43 horas. Ao menos 168 mortos estavam entre as vítimas, com idades entre 6 meses e 98 anos.
A investigação conduzida por uma comissão independente aponta que a causa provável foi uma bituca de cigarro descartada por um operário. O fogo teria iniciado em um poço de luz do Edifício Wang Cheong, no 1º andar, após detritos inflamáveis entrarem em contato com a fumaça.
A construção passava por uma reforma de 18 meses. A proibição de fumar foi amplamente ignorada, segundo o inquérito, com relatos de trabalhadores fumando nos andaimes. Moradores apresentaram queixas ao Departamento do Trabalho, sem medidas tomadas.
Foi identificado que redes de andaime não resistentes ao fogo contribuíram para a rápida propagação. A empreiteira reconheceu a falha, e testemunhas disseram que redes mais baratas foram usadas para reduzir custos, apesar da diferença de preço ser pequena.
Impacto e desdobramentos
O custo de substituição de materiais inflamáveis também foi citado, incluindo lonas e placas de espuma que alimentaram o fogo. O fornecedor confirmou que, após danos a redes resistentes ao fogo, a empresa optou por redes padrão.
A investigação detalhou os momentos finais do bombeiro Ho Wai-ho, que morreu em serviço aos 37 anos. Ele participou de uma operação de resgate no 27º andar do Edifício Wang Cheong e acabou não resistindo. A autópsia apontou inalação de monóxido de carbono, queimaduras e fraturas.
Com a rapidez da propagação, moradores e autoridades discutem falhas sistêmicas e lacunas no cumprimento das normas de segurança em obras. As conclusões podem levar a regulamentações mais rígidas e a processos judiciais.
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