Um episódio do POWER reúne o cientista político Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, para discutir o impacto da nova ordem geopolítica no Brasil e as implicações para as eleições deste ano.
Para Aragão, a política externa ganha protagonismo no debate eleitoral, rompendo a tradição de ser apenas uma ferramenta de governo. Segundo ele, a prática atual transformou a política externa em um instrumento disponível para diferentes atores.
Apesar das incertezas, o especialista aponta oportunidades. Em um cenário de segurança energética e alimentar mais destacado, o Brasil passa a manter ativos estratégicos relevantes e segue como destino de investimentos estrangeiros, com base na percepção de segurança jurídica.
Desafios do Congresso e do governo
Aragão critica o ambiente em Brasília, que, segundo ele, privilegia ações de curto prazo. O país seria, na prática, tricameral, com Câmara, Senado e STF influenciando decisões. O analista aponta como entrave a fragmentação do Congresso diante de planos de governo consistentes.
Mesmo diante dos obstáculos, o pesquisador se mostra otimista em relação ao papel do Brasil entre mercados emergentes. Em comparação com outros países, o Brasil é visto como o menos arriscado para o capital externo, segundo a análise apresentada.
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