Os mercados asiáticos operaram em forte queda nesta segunda-feira, 23, diante da escalada da guerra no Oriente Médio. Investidores absorveram o impacto geopolítico e o risco de perturbações no óleo. O tom global foi de aversão ao risco.
O Kospi da Coreia do Sul caiu 6,49%, em Seul, para 5.405,75 pontos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 3,48%, fechando aos 51.515,49 pontos, após retorno de feriado. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 3,54%, aos 24.382,47. Em Taiwan, o Taiex caiu 2,45%, para 32.722,50.
Na China, o Xangai CompostoRegistrou queda de 3,63%, aos 3.813,28 pontos, a maior desde abril de 2025. O Shenzhen Composto caiu 4,19%, para 2.480,75 pontos. As perdas refletiram o entorno geopolítico e a alta recente dos preços do petróleo.
No fim de semana, Trump deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob o risco de ataques à infraestrutura energética. Teerã ameaçou retaliações caso Washington prossiga. As tensões influenciam o humor dos mercados globalmente.
Na semana anterior, bancos centrais mantiveram juros estáveis, entre eles o Fed, BoJ e PBoC, citando incertezas sobre inflação e crescimento diante do conflito. No calendário, a aversão ao risco pesou sobre ativos de risco na região.
Impasse geopolítico e petróleo
A crise elevou o preço do petróleo, com ganhos entre 2% e 3% ao início desta semana. Essa dinâmica pressiona ações atreladas a commodities e expõe fluxos de financiamento de curto prazo. O ambiente permanece volátil, com dados macro ainda incertos.
Na Oceania, a bolsa australiana fechou em baixa de 0,74%, com o S&P/ASX 200 em 8.365,90 pontos. O quadro geral reforça a cautela de investidores diante do desdobramento da tensão regional e de seus impactos econômicos.
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