A China pediu nesta segunda-feira que Estados Unidos e Israel cessem as operações militares no Oriente Médio, alertando para um ciclo de violência que pode prejudicar o crescimento global e a demanda por exportações do país. Zhai Jun, enviado especial chinês para o território, fez o apelo após indicar uma diplomacia que incluiu visitas à Arábia Saudita, aos Emirados Árabes e ao Kuwait.
Em entrevista separada, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China advertiu que o uso da força tende a alimentar um círculo vicioso e que a guerra não deveria ter começado. Segundo o governo chinês, as hostilidades que se espalham pela região podem mergulhar o território no caos se persistirem.
O ministério ressaltou que as lições do passado continuam relevantes. Em referência ao 23º aniversário da Guerra do Iraque, afirmou que o conflito trouxe sofrimento ao povo iraquiano e afetou o Oriente Médio, contribuindo para um histórico de instabilidade na região.
A semana marcou a data de referência, quando forças lideradas pelos EUA invadiram o Iraque para derrubar Saddam Hussein, em meio a alegações de armas de destruição em massa. O desfecho levou a um longo período de instabilidade e ao surgimento de grupos extremistas.
Segundo o texto chinês divulgado, a contínua escalada no Irã pode ter impactos graves sobre a população iraniana e reverberar por países vizinhos, ampliando riscos de insegurança regional e de interrupções em cadeias de suprimento internacionais.
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