O uso de cabos de fibra óptica para controlar drones de ataque é a novidade: a Rússia tem aplicado essa tecnologia mesmo em aeronaves maiores, como os drones de asa fixa Molniya. A prática foi destacada por uma reportagem do Business Insider e tem impactado o conflito com a Ucrânia.
Segundo fontes ucranianas, Moscou já utilizou drones conectados por cabos em pelo menos cinco ocasiões. A principal vantagem é a resistência às interferências de guerra eletrônica, uma arma comum no combate atual.
O destaque fica para os Molniya, com alcance estimado entre 48 e 96 quilômetros. Esses drones têm sido usados em missões de ataque na região de Donetsk, no leste ucraniano.
Vantagens e limitações
A conexão por cabo impede boa parte das interferências rádio, mantendo vídeo em alta qualidade e controle estável. A desvantagem é a redução de velocidade e a limitação de carga útil.
Um modelo com cerca de 40 quilômetros de fibra pode transportar aproximadamente 4,5 kg de explosivos. A distância maior reduz o peso da carga, equilibrando alcance e capacidade de ataque.
Apesar das restrições, a tecnologia oferece vantagem tática ao manter o controle mesmo em ambientes com forte guerra eletrônica, além de expor menos o operador a radiações de interferência.
Resposta da Ucrânia
A Ucrânia investe em interceptadores de baixo custo para tentar neutralizar esses alvos no ar. O país afirma ter ampliado a produção de drones interceptadores, com capacidade de até 2 mil unidades por dia.
Diversos modelos interceptadores custam cerca de 1.200 dólares cada, segundo relatos citados pela imprensa. A estratégia visa destruir os alvos com rapidez, reduzindo a eficácia dos ataques controlados por cabo.
Contexto geográfico e estratégico: as operações com cabos aparecem principalmente na frente de Donetsk, onde há intensificação dos confrontos entre forças russas e ucranianas.
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