Displaced Lebanese marked Eid al-Fitr em abrigos superlotados no Líbano, diante de falta de comida, água e assistência médica. O território permanece sob tensões após o recrudescimento do conflito entre Israel e militias apoiadas pelo Irã.
Em Beirut, famílias deslocadas tentaram manter tradições com doces e café, mesmo diante das condições precárias. Muitos não conseguem reunir parentes nem retornar às casas destruídas, meses após os ataques.
Ao todo, mais de 134 mil pessoas estavam registradas em 644 abrigos no Líbano até o último sábado, segundo autoridades locais. A IOM estima que mais de 1 milhão de pessoas tenham sido deslocadas desde a retomada do conflito.
Abrigamento e necessidades básicas
Numa escola que virou abrigo em Beirut, moradores relatam apenas uma subsídio alimentar a cada 17 dias, o que não atende às necessidades diárias. Refeições frias ou pouco nutritivas chegam com frequência.
As famílias dividem espaços estreitos, dormem no chão ou em carros, e o estresse psicológico aumenta com a falta de assistência médica. Bebidas, leite para bebês, fraldas e pão são itens escassos.
Distribuição de ajuda e condições de vida
Um deslocado que administra um abrigo em Beirute afirma que o local abriga 416 pessoas de 114 famílias. A falta de água é o principal problema, somada ao aumento dos preços de pão e itens básicos fora do centro.
A distribuição de água é desigual entre famílias de diferentes tamanho. Algumas entidades são apontadas por registrar nomes sem oferecer assistência efetiva. Crianças têm acesso limitado a atividades recreativas.
Ao longo do território, 33.949 famílias continuam em abrigos, com relatos de insumos inconsistentes e condições médicas precárias para idosos. A situação permanece sob monitoração humana e humanitária.
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