O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, condenou ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, classificando-os como parte de uma guerra injusta e ilegal. Em discurso no Congresso, ele afirmou que as ações minaram o direito internacional e desestabilizaram o Oriente Médio.
Sánchez disse que Washington e Jerusalém reacenderam conflitos no Iraque e no Líbano, além de trazer insegurança aos países do Golfo. Segundo ele, as decisões dos líderes norte-americano e israelense favoreceram o aumento dos preços de combustíveis e beneficiaram a Rússia financeiramente.
O premiê espanhol manteve a oposição histórica de Madri a bases militares americanas em território espanhol, citando as bases de Rota e Morón, ambas na Andaluzia. O discurso ocorreu após reacções à recusa de permitir o uso dessas instalações, que geraram críticas do então presidente Donald Trump.
Contexto geopolítico
Sánchez argumentou que a atuação de EUA e Israel prejudica o direito internacional e aumenta a instabilidade regional, com impactos econômicos globais. O líder espanhol destacou ainda que a Rússia pode se beneficiar da situação no Oriente Médio.
Posição de Madrid
O governo espanhol reiterou sua posição de independência estratégica em relação a aliados, mantendo críticas às decisões que, segundo ele, elevam riscos para a região. As declarações vêm em meio a debates sobre alinhamentos militares e sanções.
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