Ao todo, 15 pontos compõem a proposta de cessar-fogo com o Irã, enviada pelos EUA via Paquistão. Nesta quarta-feira, uma fonte anônima de alto escalão afirmou a uma emissora estatal iraniana que a ideia não foi aceita e que o Irã decidirá quando encerrar a guerra, mediante suas condições.
A recusa amplia o prolongamento do conflito, próximo de completar um mês. Especialistas ouvidos destacam a resiliência do Irã e o impacto estratégico de ações como o fechamento do estreito de Ormuz e ataques a países vizinhos, que fortalecem a posição de Teerã diante da escalada.
Analistas ressaltam que a medida de Washington visa reduzir pressões sobre os preços do petróleo, recompor estoques de mísseis e manter diálogo com uma oposição internalizada no Irã, ainda que haja repressão. O cenário interno americano também é citado como fator de decisão.
Análise sobre impactos econômicos e estratégicos
O pesquisador Lier Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, diz que a resiliência iraniana surpreende, com efeitos diretos na percepção de risco global. Segundo ele, o conflito acirra a instabilidade regional e pode influenciar o custo de energia.
Ferreira aponta que há ganhos para Teerã em manter o controle de vias marítimas estratégicas, mantendo o Irã como ator relevante no longo prazo. Ele afirma que o prolongamento do confronto tende a impactar bancos e cadeias de suprimentos internacionais.
O analista destaca ainda que a administração americana busca um intervalo para estabilizar preços, recompor estoques e buscar apoio de setores de oposição no Irã, sem sinalizar uma tomada de posição final no curto prazo.
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