Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rússia usa campanha antiga para ridicularizar Europa pela dependência energética

A UE reforça reservas de gás, amplia importações de LNG e diversifica fornecedores ante interrupções no estreito de Hormuz e sanções russas

Power plants in Europe
0:00
Carregando...
0:00

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou a União Europeia por supostamente se autossabotar ao resistir ao retorno prudente de energia russa. A declaração foi feita em uma postagem no Telegram, que já acumula dezenas de milhares de visualizações. A Rússia relacionou a fala a uma suposta prática europeia de se adaptar às sanções.

Zakharova afirmou que a UE estaria preparando o que chamou de “vigésimo pacote de sanções” contra Moscou, baseando-se em uma campanha holandesa de 2021. Segundo ela, uma grande empresa holandesa de energia sugeriu reduzir a duração dos banhos como medida de economia. A mensagem, no entanto, é antiga e não tem relação direta com o conflito regional atual.

Contexto da campanha de 2021

A campanha holandesa foi criada pela Energiebank para combater a pobreza energética na Holanda. Entre as sugestões estavam reduzir o tempo de banho, baixar o aquecimento em 1 grau e secar roupas sem máquina. A iniciativa contou com estudo da Hogeschool van Amsterdam de 2021 e visava reduzir encargos para famílias com alta parcela de renda destinada à energia.

Panorama europeu diante de choques de preço

Apesar de a alegação de Zakharova ser incorreta, a UE monitora impactos de curto prazo. O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz afeta rotas de petróleo e gás, elevando preços e dificultando o abastecimento. Aproximadamente 8,7% das importações de LNG da UE passam pela região, tornando o bloco sensível a interrupções.

Para mitigar riscos, a UE reforça estoques de gás, amplia a capacidade de importação de LNG e diversifica fornecedores, incluindo EUA e Noruega. Em 2024, a energia de fontes renováveis respondeu por 25,4% do consumo da UE, frente a 24,5% em 2023.

Medidas de resiliência e transição energética

Paralelamente, a UE investe em conectividade entre redes elétricas nacionais e em fluxos transfronteiriços de energia. As ações visam aumentar a resiliência diante de geopolítica volátil e reduzir a dependência de combustíveis fósseis externos. O planejamento aponta para maior participação de renováveis na matriz energética.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais