A China afirma buscar o fim da guerra no Oriente Médio para proteger sua economia, com prioridade em promover negociações de paz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que há otimismo em relatos de contatos com outros lados envolvidos e sinais de negociação entre EUA e Irã.
Segundo o representante, a prioridade é impedir impactos duradouros na infraestrutura de extração e no comércio global. A declaração veio em meio a discussões sobre o estreito de Ormuz e o impacto sobre suprimentos de petróleo, segundo analistas.
Uriã Fancelli, analista internacional, disse que a política de paz não se resume apenas ao canal marítimo, mas ao funcionamento da cadeia de abastecimento. A avaliação levanta a hipótese de efeitos sistêmicos na região.
O especialista argumentou que, embora a China importe apenas 13% do petróleo iraniano, grande parte da produção dos países do Golfo segue para o mercado chinês. Esse fluxo pode ter consequências além do estreito, avalia.
O tema surge em meio ao adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que passou de março para maio devido ao conflito. A indefinição sobre o estágio da guerra influencia a pauta do encontro.
Fala-se ainda que, se a guerra permanecer intensa, o encontro pode sofrer novos atrasos. A possibilidade é discutida como forma de evitar a impressão de fraqueza diante do eleitorado e de parceiros internacionais.
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