A China abriu duas investigações sobre práticas comerciais dos Estados Unidos nesta sexta-feira (27), mantendo a pressão sobre Washington antes da visita do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim em maio. O Ministério do Comércio chinês informou que as apurações começam para avaliar impactos sobre cadeias de suprimentos globais e barreiras a produtos chineses. A revista de política externa se aproxima entre China e EUA.
Uma das investigações mira práticas dos EUA que, segundo a China, perturbam cadeias globais de suprimentos. Pequim cita restrições norte-americanas que afetam importação de produtos chineses, exportação de tecnologia para a China e certos investimentos entre os dois países.
A outra apuração foca em barreiras comerciais para produtos de energia renovável. Os procedimentos têm duração inicial de seis meses, com possível extensão de três meses, segundo o Ministério do Comércio. Pequim informou que as ações são recíprocas em resposta às medidas dos EUA sob a Seção 301.
Implicações e reações
O Ministério reiterou oposição às ações norte-americanas e afirmou que agirá para defender direitos chineses com base nos resultados das investigações. Analistas divergem quanto ao impacto imediato, classificando as medidas como passos simbólicos que visam abrir espaço para negociação.
Para especialistas, as ações indicam maior alavancagem antes do encontro entre Trump e Xi. Ambos os lados já vinham sinalizando endurecimento das posições comerciais ao longo de 2023 e início de 2024, com tarifas que chegaram a superar 100% em alguns casos.
A tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo gerou queda no comércio bilateral no último ano. O acordo de trégua vigente desde o fim de 2023 tem sido mantido, mas a cadência de negociações permanece estreita.
Fonte: Dow Jones Newswires
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