Cyprus alertou hoje seus cidadãos sobre viagens ao Oriente Médio e ao Golfo, em meio a tensões regionais que continuam a atrapalhar deslocamentos e aumentar preocupações com a segurança. O ministro de Relações Exteriores, Constantinos Kombos, informou que viajar é por conta e risco e que o governo não organizará novas operações de repatriação para quem ficar nessas áreas.
O Ministério de Relações Exteriores publicou atualizações das advertências de viagem, recomendando evitar viagens a oito países: Emirados Árabes Unidos, Iraque, Israel, Catar, Kuwait, Líbano, Bahrein e Arábia Saudita. As autoridades destacam riscos de segurança e interrupções de deslocamento nestes locais.
Dados oficiais indicam que cerca de 1.000 civis foram repatriados para a Inglaterra, principalmente dos Emirados Árabes Unidos, após o início do conflito. Em Cyprus, a pasta reforça que o esforço anterior de repatriação foi concluído com sucesso e não deve ser reiniciado.
Apesar disso, com a aproximação da Páscoa ortodoxa, as autoridades notam aumento na venda de viagens para áreas disputadas. Kombos disse que o processo de repatriação anterior foi trabalhoso, mas não pode ser reativado, colocando a responsabilidade individual do viajante como prioridade.
Impacto no turismo
Preços de aluguel de curto prazo registraram altas quedas, com cancelamentos diários chegando a 100% logo após o início do conflito, segundo a AirDNA. A ocupação hoteleira em abril, tradicional início da temporada turística, permanece baixa.
O governo dos EUA elevou, em março, o alerta de viagem para Cyprus ao nível três, ou seja, considerar repensar viagens devido a riscos aumentando no Oriente Médio. O Reino Unido também atualizou orientação, indicando riscos relevantes e interrupções de deslocamento na região.
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