O Irã mantém uma estratégia de resistência em um conflito que envolve Israel e os Estados Unidos, marcado por táticas assimétricas e pressão econômica. A escalada começou em 28 de fevereiro, quando ataques a bases militares e infraestrutura estratégica aumentaram a tensão regional.
Segundo autoridades iranianas, o objetivo é não vencer pela força, mas sobreviver e desgastar o adversário ao longo do tempo. A leitura oficial sustenta que guerras assimétricas são usadas para evitar confrontos diretos.
Historicamente, Teerã busca evitar guerras diretas, recorrendo a estratégias como drones, ataques indiretos e pressão sobre pontos sensíveis da economia global, em especial no Estreito de Ormuz. A ideia é tornar o custo da oposição insustentável.
A capacidade de resposta inclui centenas de mísseis e milhares de drones, com custos baixos para o Irã e altos para interceptação militar. O regime também planejou contingências para manter operações mesmo com danos ao comando central.
Pressão econômica e geopolítica
O conflito atinge rotas de energia e preocupa mercados globais, elevando o custo da guerra para além do campo de batalha. O Irã tem atacado alvos no Golfo e indicado riscos de interrupção no comércio mundial de petróleo.
Além disso, ataques a alvos no Golfo visam enfraquecer alianças regionais dos EUA. Autoridades iranianas afirmam que as ações vão além do programa nuclear, buscando dissolver ou derrubar o regime.
A estratégia de Teerã mira desgastar politicamente o apoio interno ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos, onde a paciência com a guerra já fica mais limitada. Ao permanecer de pé, o Irã projeta vantagem estratégica.
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