No fim de semana, Israel realizou ataques a alvos nucleares no Irã, atingindo instalações de urânio e de água pesada. Segundo meios estatais iranianos, os ataques ocorreram na sexta-feira e não houve relatos de vazamento radioativo. As ações ocorrem em meio a ameaças de escalada por parte de Israel e a informações sobre conversas entre Washington e Teerã.
O organismo nuclear iraniano informou que uma usina de processamento de urânio, localizada na região central, foi alvo. A cidade de Ardakan, no deserto de Yazd, foi citada pela agência como cenário do ataque, que afirmou não ter provocado liberação de material radioativo.
A agência estatal Fars também reportou que um reator de água pesada foi atingido, descrevendo o complexo de água pesada de Khondab como alvo em duas etapas. A mesma fonte alega que não houve vítimas nem vazamento radiactivo e que uma usina de produção de yellowcake também foi atingida, com descrições sobre impactos limitados.
Contexto e desdobramentos
Em Israel, sirenes de ataque soaram e o país afirmou que intercepta mísseis iranianos diariamente. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o Irã enfrentará custos elevados pela suposta agressão. O ministério da defesa afirmou que os ataques atingiram sites no coração de Teerã, incluindo instalações de produção de mísseis e armazéns de armas, bem como lançadores de mísseis em áreas ocidentais do país.
Paralelamente, fontes iranianas destacaram que a tensão ocorre em meio a possíveis negociações envolvendo os Estados Unidos para encerrar o conflito. O governo americano havia apresentado uma proposta de cessar-fogo com condições que envolvem o controle do Estreito de Hormuz, enquanto mantém presença militar na região. O Irã, por sua vez, reiterou que não abandona suas ações, sinalizando retaliação contínua.
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