O documentário Dinasty: A Família Murdoch, disponível na Netflix, investiga a sucessão no império midiático de Rupert Murdoch. Com quatro episódios, a produção aborda a condução do grupo ao longo de cinco décadas e a disputa entre a família pelo controle.
A reportagem contextualiza Rupert Murdoch, 95 anos, imigrou para mudar o rumo de negócios de tabloides a conglomerado global. A obra retrata a fundação da News Corporation, a expansão para The Sun, The Times, The Wall Street Journal e The New York Post, além da criação da Fox News.
A minissérie também analisa o papel dos filhos: Lachlan, James e Elisabeth, todos citados como possíveis herdeiros. Prudence, irmã mais velha, ficou fora do núcleo direto de decisão, enquanto Wendy Deng, ex-mulher de Rupert, é destacada por ter gerado novas dinâmicas familiares.
Conflito de sucessão e desdobramentos
A produção utiliza documentos, e-mails e mensagens para mostrar tensões entre pai e filhos. Em animação, o tabuleiro de Monopoly ilustra a estratégia de Rupert de testar fidelidade entre os herdeiros e manter o poder em seus termos.
Além de aspectos familiares, o documentário aborda episódios marcantes da trajetória empresarial, como a ascensão de figuras políticas ligadas aos negócios, escândalos de mídia e a relação entre Murdoch, Ronald Reagan e Donald Trump.
A narrativa acompanha ainda um desgaste de relações e mudanças de posições, com as filhas de Wendy recebendo participação financeira significativa em negociação de ações. Em setembro do ano passado, houve um acordo bilionário que trasferiu controle a Lachlan até pelo menos 2050.
Até então, Prudence, Elisabeth e James deixaram de ter participação nas empresas News Corporation e Fox Corporation, enquanto Lachlan permanece como líder do grupo. A produção não aponta garantias de cumprimento do acordo no longo prazo.
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