O acordo para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A cerimônia de assinatura está prevista para a sexta-feira, 19, na Suíça. A informação chega após meses de negociações entre as partes envolvidas.
A guerra, que entrou em vigor no início de março, provocou centenas de mortes e uma grave crise na região. O conflito levou ao fechamento do estreito de Hormuz, ponto estratégico para o petróleo mundial, e a mudanças políticas no Irã.
No primeiro dia de bombardeios, aliados do Irã sofreram ataques que resultaram em mortes de civis e atingiram edificações. O anúncio de um líder supremo interino ocorreu após a morte do líder iraniano Ali Khamenei, em Teerã.
Logo após, um ataque de um míssil atingiu uma escola primária em Minab, no sul do Irã, causando grande número de vítimas entre crianças. O episódio gerou investigações sobre responsabilidades e alavancou a pressão internacional por cessar-fogo.
Desdobramentos regionais
No início de março, o Hezbollah iniciou operações contra Israel, ampliando o conflito para o Líbano e elevando os riscos na região. Em resposta, Israel realizou bombardamentos em território libanês, elevando a tensão geopolítica.
Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã passou a fechar o estreito de Hormuz, interrompendo parte do tráfego marítimo mundial. A guerra também levou a mudanças na liderança iraniana e a avaliações de posições entre EUA, Irã e aliados regionais.
Impactos e negociações
Entre março e abril, houve negociações envolvendo a reabertura do estreito e restrições sobre a venda de petróleo. Enquanto o Irã exigia garantias de direitos sobre Hormuz, os EUA tentavam impor condições para um cessar-fogo duradouro.
Em meio a tensões, o Irã mostrou capacidade de atacar alvos a milhares de quilômetros de distância, o que elevou o alerta de segurança na Europa. Os contatos entre as partes continuaram com propostas e contrapropostas ao longo do mês.
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