O que está em jogo nas eleições parlamentares da Hungria? Pesquisas sugerem que Viktor Orbán, o premiê há 16 anos, pode perder o poder na votação de 12 de abril, em Budapeste, Monte de pressão interna e externa.
O cenário é marcado pela estreia do partido Tisza, criado por Peter Magyar, ex-aliado de Orbán. A legenda de centro-direita ganhou terreno rapidamente, disputando a liderança com ampla vantagem em várias pesquisas.
A estagnação econômica nos últimos três anos, associada a crises inflacionárias e denúncias de enriquecimento de aliados, ajudou a erodir o apoio ao governo, segundo analistas.
Quem está envolvido
Orbán, 62, há 14 anos no cargo, e Magyar, 45, líder do Tisza, aparecem como principais protagonistas da eleição que pode redefinir o eixo político do país.
O Tisza rejeita alianças com outras forças, busca ampliar a independência da mídia pública e do judiciário e defender maior transparência em licitações, conforme propostas apresentadas pelo partido.
O que pode mudar se a oposição vencer
Magyar promete relações mais próximas com a UE e a OTAN, mantendo posições-chave em temas como migração, mas adotando tom pragmático em relação à Rússia, conforme declarações de campanha.
Caso Magyar seja eleito, analistas avaliam potencial desbloqueio de financiamentos da UE e uma virada de estratégia econômica, com limites para mandatos e maior atuação contra corrupção.
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