Nos dados da Chainalysis, grupos pró-Rússia e ligados ao Irã estão aumentando o uso de criptomoedas para financiar a compra de drones de baixo custo e seus componentes. O foco são drones disponíveis comercialmente usados em conflitos recentes na Ucrânia e no Oriente Médio.
Segundo o relatório, as transações ocorrem com grande parte ainda em caminhos financeiros tradicionais, mas há cruzamento com o blockchain, o registro público de transações com criptomoedas. Esse rastreamento facilita mapear o percurso de cada operação.
A Chainalysis explicou que é possível relacionar carteiras digitais a desenvolvedores de drones ou grupos paramilitares com fornecedores em plataformas de comércio eletrônico. O objetivo é entender a origem e a finalidade das compras.
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, estimate-se que grupos pró-Rússia reuniram mais de US$ 8,3 milhões em doações em criptomoedas, das quais drones aparecem entre as aquisições descritas no estudo.
Rastreamento e evidências
A equipe da Chainalysis comparou transações em criptomoedas avaliadas entre US$ 2.200 e US$ 3.500 com preços de drones e componentes encontrados em sites de venda online. O cruzamento permitiu confirmar pedidos, valores e itens adquiridos.
Além disso, o estudo aponta que facções ligadas ao Irã compraram peças de drones e também venderam equipamentos militares. Foi identificada uma carteira associada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica com compras de peças de um fornecedor sediado em Hong Kong.
Limites e implicações
Apesar do volume total de criptomoedas ligado à compra de drones ainda ser pequeno frente aos gastos militares, o relatório aponta que o blockchain pode aumentar a transparência sobre operações que, de outro modo, ficariam ocultas. A ferramenta pode indicar atividades da contraparte e intenções por trás das aquisições.
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