O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e permitiu a celebração de missas no local. A decisão veio após a polícia ter barrado a entrada do religioso no Domingo de Ramos.
A medida ocorreu enquanto o pastor latino estava a caminho do templo, local tradicionalmente considerado onde Jesus foi crucificado e ressuscitou. O episódio foi considerado inédito pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, que havia informado que a celebração ocorreria de forma privada.
Netanyahu afirmou, em suas redes, ter instruído autoridades a garantir o acesso total ao cardeal e a permitir os serviços religiosos. Ele alegou que a decisão buscou preservar a segurança dos fiéis diante de tensões envolvendo teatros de locais sagrados.
O governo brasileiro divulgou nota condenando a entrada negada, destacando a importância da liberdade de culto e do status quo nos sítios sagrados de Jerusalém. Outros chefes de governo também manifestaram críticas à decisão policial.
Reações internacionais chegaram de Espanha, Itália, França e Estados Unidos. Pedro Sánchez, Giorgia Meloni e Emmanuel Macron cobraram respeito à liberdade religiosa e às normas internacionais sobre os Lugares Santos.
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, comentou que a proibição foi difícil de entender, ressaltando a importância de proteger locais sagrados de forma equânime e pacífica. A situação aprofundou o debate sobre segurança e religião na Cidade Velha.
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