O caso ocorreu no Domingo de Ramos, quando o Patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Fr. Francesco Ielpo, foram impedidos de entrar na Igreja do Santo Sepulcro. Eles buscavam celebrar a missa de Ramos, em um ato privado, sem procissão. A entrada foi negada pela polícia israelense.
O Patriarcado Latino de Jerusalém classificou o ocorrido como grave precedente. Segundo a igreja, os dois líderes foram obrigados a retornar sem que houvesse qualquer sinal de cerimônia pública. A nota oficial destacou ainda que a decisão fere sensibilidades de fiéis em todo o mundo.
O governo de Israel divulgou que, por instruções, não seriam permitidos grandes ajuntamentos em locais sagrados de todas as religiões, citando risco de ataques com mísseis iranianos. A medida acompanha restrições desde o início das hostilidades com o Irã, em 28 de fevereiro.
As reações internacionais vieram rapidamente. A premiê italiana Giorgia Meloni chamou a ação de violação da liberdade religiosa. O ministro Antonio Tajani disse ter citado o embaixador de Israel. O presidente francês, Emmanuel Macron, definiu a situação como alarmante e pediu garantia de liberdade de culto.
Palm Sunday abre a Semana Santa cristã, marcando a entrada de Jesus em Jerusalém segundo os Evangelhos. Na prática, as autoridades israelenses limitam eventos públicos a cerca de 50 pessoas nos locais sagrados. A instituição religiosa lamentou profundamente o episódio e pediu desculpas aos fiéis.
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