Em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, a pressão sobre os combustíveis aumenta e governos avaliam medidas para economizar energia. O petróleo segue em alta no mercado internacional, com o Brent próximo de 117 dólares por barril. A escalada amplia preocupações com a oferta global de energia.
Caminhoneiros e motoristas de ônibus protestaram em Paris contra a alta de preços. Um empresário afirmou que os gastos com combustível quase dobraram nos últimos meses. Na África, a Nigéria registrou alta de até 65% no preço da gasolina.
Medidas e impactos regionais
No Egito, o governo cortou a iluminação pública, antecipou o fechamento de comércio e ampliou o trabalho remoto. Nas Filipinas, foi decretada emergência nacional com subsídios a motoristas e semana de trabalho de quatro dias para servidores.
Na Austrália, o governo anunciou redução temporária de impostos sobre gasolina e diesel, em dois estados, por três meses, e o transporte público ficou gratuito. No Reino Unido, o preço da gasolina atingiu o maior nível em um ano e meio; o governo sinalizou intervenção se houver aumento abusivo.
Desdobramentos políticos e militares
Nesta segunda-feira, 30 de outubro, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã confirmou a morte de Alireza Tangsiri, chefe da marinha, em ataque aéreo atribuído a Israel. A presença dos Houthis no conflito aumenta a pressão sobre rotas estratégicas.
Aliados do Irã no Iêmen mantêm influência no estreito de Bab al-Mandab, uma rota crucial para o petróleo. Em resposta, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, informou o fechamento do espaço aéreo para missões militares dos EUA contra o Irã.
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