A Chainalysis aponta que criptomoedas financiaram a compra de drones e componentes de baixo custo por grupos relacionados à Rússia e ao Irã. O estudo usa dados de blockchain para mapear transações desde a origem até o destino, incluindo compras em plataformas de comércio eletrônico.
Segundo a empresa, redes de aquisição se cruzam com o registro público das criptomoedas, permitindo rastrear o trajeto de cada transação. Os pesquisadores vincularam carteiras a desenvolvedores de drones ou a grupos paramilitares, abrangendo fornecedores internacionais.
O que mostra o relatório
Desde a invasão da Ucrânia, iniciado em 2022, grupos pró-Rússia teriam arrecadado mais de 8,3 milhões de dólares em criptomoedas. Entre as compras, drones de baixo custo aparecem como itens discriminados e financiados por meio dessas doações.
O documento aponta também que compradores utilizam moedas digitais em transações com valores entre 2,2 mil e 3,5 mil dólares para adquirir drones e peças em plataformas de comércio eletrônico. A Chainalysis compara as transações com os preços praticados.
Participantes e locais
Entre os casos identificados, há uma carteira ligada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Ela efetuou compras de peças de drones a um fornecedor com sede em Hong Kong, de acordo com o relatório.
A análise não indica o volume total de gastos com drones em comparação aos gastos militares, mas sustenta que o uso do blockchain pode esclarecer intenções por trás dessas aquisições.
Implicações para rastreamento
Especialistas afirmam que o registro blockchain oferece informações úteis para autoridades investigativas. A possibilidade de acompanhar a rota de cada transação pode tornar operações menos opacas, mesmo quando há uso de canais tradicionais de pagamento.
Fierman, chefe de inteligência de segurança nacional da Chainalysis, ressalta que o blockchain permite avaliar a atividade das contrapartes e a finalidade das compras, quando se identifica o fornecedor.
Entre na conversa da comunidade