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Fenda na aliança militar EUA-Europa encerra longa história

Fissura na aliança militar EUA-Europa após a pressão de Trump, que afastou aliados; Europa investe 800 bilhões de euros em defesa para reduzir dependência

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A análise aponta para uma fissura na relação de longa data entre EUA e Europa, após uma publicação de Donald Trump em rede social. O ex-presidente sugeriu que países não envolvidos no conflito com o Irã busquem seus próprios recursos, especialmente petróleo, afirmando que os EUA não estarão mais para ajudar. A fala ocorreu no contexto de tensões regionais e mudanças na coalizão ocidental.

A avaliação é de que a pressão sobre aliados europeus não os tornou mais leais, mas distantes. Segundo Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor da UFF, a Europa não foi consultada sobre o início do conflito no Estreito de Ormuz, o que alimenta a sensação de abandono.

A Espanha fechou seu espaço aéreo para aviões militares dos EUA, um indicativo de distensão política e de recalibração de alianças. Brustolin afirma que a estratégia de pressão não deu o retorno esperado, contribuindo para o afastamento entre as partes.

Impacto na aliança

O pesquisador aponta que a relação passa por redefinições, com a Europa buscando menores dependências. Ele aponta uma migração de foco para defesa europeia, com investimentos significativos em capacidades militares próprias.

Reação e desdobramentos

Brustolin cita que a União Europeia já canalizou cerca de 800 bilhões de euros para fortalecer defesa própria e da Ucrânia. O aprofundamento desse agenda indica mudança estrutural na cooperação transatlântica e na atuação militar frente a rivais como a Rússia.

Contexto estratégico

O especialista comenta que o cenário atual se assemelha a uma corrida armamentista não vista desde a Segunda Guerra Mundial. Mesmo com tensões, o objetivo é manter capacidade de dissuasão de forma autônoma, com menor dependência de parceiros tradicionais.

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