O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Ghadirli, afirmou nesta terça-feira que o estreito de Ormuz está aberto apenas a nações amigas. A declaração ocorreu durante entrevista na embaixada do Irã, em Brasília, no dia 31 de março de 2026.
Segundo ele, a passagem permaneceu irrestrita por muito tempo, mas passou a ter novo formato administrativo. Ghadirli disse que ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro de 2026 motivaram a mudança, com Ormuz sob gestão estratégica iraniana.
O embaixador ressaltou que países do Golfo Pérsico enfrentam mais dificuldades para navegar por Ormuz, ao contrário do Irã, que diz ter construído capacidade tecnológica e econômica ao longo de 47 anos de restrições. Ele afirmou que o estreito continua aberto para nações amigas.
O diplomata indicou disponibilidade significativa de ureia no Irã, utilizada como fertilizante. Disse que empresários brasileiros devem realizar negócios diretamente com iranianos, com pagamentos e transações bancárias diretas, sem intermediários.
Ghadirli citou que metade da ureia utilizada no Brasil é produzida no Irã e assegurou que não haverá restrições de passagem pelo estreito. Em contraste, afirmou que o Irã impede a passagem de parte de navios pelo local, segundo a avaliação dele.
Em relação a relações com os EUA, o embaixador afirmou que o Irã está pronto para resistir a eventuais pressões ou invasões. Disse ainda que o governo iraniano troca mensagens com os Estados Unidos por meio de intermediários, sem negociações diretas.
A entrevista completa tem duração de 1 hora e 34 minutos. O conteúdo central aborda a gestão do estreito, comércio de ureia e o contexto regional após os ataques de fevereiro de 2026.
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