O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, afirmou em Londres, durante evento do think tank Chatham House, que a Síria permanecerá à margem do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, a menos que sofra agressão e não haja solução diplomática. A declaração ocorreu em 31 de março, segundo a agenda do evento.
Segundo o presidente, o país não quer ver a Síria entrar em guerra, mas reconhece a volatilidade da situação atual, que ele descreve como governada por pessoas menos sensatas. A fala reforçou a posição de neutralidade defendida por Damasco.
Al-Sharaa destacou a ideia de relações estáveis com a região, incluindo Líbano, Iraque, Turquia e Arábia Saudita, bem como com potências ocidentais. A Síria tem buscado manter-se afastada de tensões regionais que envolvem seus vizinhos.
Ações fronteiriças da Síria no início do mês
O Ministério da Defesa sírio informou que milhares de soldados foram deslocados para as fronteiras oeste e leste do país, com o objetivo de proteger e controlar as vias de acesso em meio à escalada regional. O governo disse que a medida visa evitar novos confrontos.
O conflito regional envolve atuação de milícias e forças estimadas como alinhadas ao Irã, com respostas de Israel e apoio de EUA em várias frentes. O impacto geopolítico se ampliou para o Líbano, Iraque e outros países da região.
Casos de violência e ataques aéreos vêm sendo reportados por diferentes lados desde o início do conflito. As estimativas de danos civis variam conforme fontes internacionais, com deslocamentos massivos na região.
O balanço de vítimas civis e militares segue sem confirmação unívoca, mas autoridades internacionais apontam para milhares de mortes e grandes prejuízos econômicos. O aparato diplomático busca cooperação para reduzir riscos de escalada.
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