O ativista brasileiro Thiago Ávila foi detido ao desembarcar em Buenos Aires, na Argentina, com a esposa e a filha. A detenção ocorreu nesta terça-feira, 31, ao chegar a um dos aeroportos da capital argentina.
Segundo relatos de apoiadores e de Laura Souza, o ingresso de Ávila foi negado na recepção de imigração. Ele participaria de atividades e debates ligados à Global Sumud Flotilla, da qual é dirigente.
A Global Sumud Flotilla Brasil informou que o trio foi paralisado pela polícia do Aeroporto Aeroparque Jorge Newbery, por volta das 10h30. Eles vinham de atividades no Uruguai.
A entidade afirmou que o ativista foi separado da família sob a alegação de problemas com o passaporte e encaminhado a uma delegacia. Policiais teriam dito que não seria bem-vindo na Argentina e que não seguiria para a atividade.
Parlamentares argentinos mencionaram que a suposta ordem partiu de setores do alto escalão do governo, segundo relatos da própria organização. Não houve confirmação oficial sobre o ocorrido.
Ávila recusou a ideia de embarcar imediatamente de volta ao Uruguai; após negociação, foi levado ao Aeroporto de Ezeiza, onde seguiria viagem a Barcelona, prevista para quarta-feira, 1º de abril.
Contexto internacional
Historicamente, Ávila tem atuação em defesa da Palestina e já esteve envolvido em ações de solidariedade com Gaza. Em 2023, ele e outros ativistas foram detidos por forças israelenses ao tentar acessar a Faixa de Gaza.
A posição de Milei
O presidente argentino, Javier Milei, é visto como firme defensor de Israel, com apoio ao governo de Israel e críticas a políticas de algumas organizações internacionais. O governo argentino não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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