O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de enviar tropas para buscar o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, segundo fontes de Washington. Analistas, especialistas e ex-funcionários já apontaram que uma operação desse tipo seria complexa, arriscada e demorada, com riscos de radiação e químicos.
O material, com cerca de 441 kg de urânio enriquecido até 60%, permanece não verificado pela AIEA desde junho de 2025, dificultando a localização exata. A agência aponta potencial para até 10 bombas, caso o Irã decida militarizar o programa.
O Irã afirma que suas instalações são apenas pacíficas, mas a dúvida sobre as quantidades residuais persiste. O local com maior indícios de estoque fica próximo a Isfahan, com outros volumes em Natanz e Fordow, conforme a AIEA.
Riscos de radiação e manuseio
Especialistas alertam que o formato gasoso do urânio hexafluoreto, armazenado em galões, oferece risco significativo caso haja danos. Se liberado, pode haver toxicidade por fluor, exigindo equipamentos de proteção para quem chegar às cavernas subterrâneas.
Desafios operacionais para forças terrestres
Ex-senhora do Exército dos EUA sustenta que uma operação terrestre, para Isfahan, Natanz e Fordow, exigiria centenas ou milhares de militares, além de apoio logístico com helicópteros, escavadeiras e eventual pista de aterrissagem. O objetivo seria localizar, separar e extrair o material com especialistas nucleares ao lado.
Saída negociada ainda considerada
Alguns especialistas defendem que a remoção mediante acordo com o governo iraniano seria a opção mais segura, citando precedentes como o Projeto Sapphire, de 1994. A participação de inspetores da AIEA também foi mencionada como possibilidade em cenário de negociação.
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