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Rede de energia europeia não acompanha o boom das renováveis; qual país sofrerá?

A rede de energia europeia é deficiente e coloca em risco mais de 120 GW de renováveis; Áustria, Bulgária e Polônia estão entre os países mais afetados

Wind turbines operate as the sun rises at the Klettwitz Nord solar energy park near Klettwitz, Germany, Wednesday, Oct. 16, 2024.
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Ember alerta que a rede elétrica europeia está desatualizada para acompanhar o boom de renováveis, colocando em risco mais de 120 GW de geração limpa prevista. O aviso vem de um estudo do think tank energético.

Segundo a análise, metade dos operadores de rede aponta capacidade insuficiente para conectar novos projetos de wind e solar, incluindo sistemas residenciais de energia solar. A situação é descrita como risco de segurança energética.

A pesquisa evidencia que, entre 17 países que divulgam dados, os bloqueios se concentram em Áustria, Bulgária, Letônia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia e Eslováquia. Dados de Alemanha e Itália não são totalmente públicos, o que sugere um problema maior.

Em alguns países, mais de dois terços dos projetos de vento e solar previstos para 2030 correm risco de não se viabilizar devido à capacidade da rede. A limitação também pode atrasar cerca de 16 GW de instalações de energia solar em telhado, impactando mais de 1,5 milhão de domicílios.

A análise lembra que o grid europeu foi desenhado para carvão e, posteriormente, gás, e a expansão de renováveis tende a ocorrer em regiões remotas. Assim, faltam soluções eficientes de transmissão até casas e empresas.

O estudo aponta que, apesar de o investimento em redes ter aumentado para cerca de 70 bilhões de euros por ano nos últimos cinco anos, ainda é insuficiente para remover gargalos. Custos de gestão de congestionamento bateram quase 9 bilhões de euros em 2024.

A repercussão prática envolve famílias e consumidores: a indisponibilidade de rede pode levar ao desligamento de parques eólicos e a dependência maior de combustíveis fósseis, elevando preços e volatilidade no curto prazo.

Países mais impactados

Austira, Bulgária, Letônia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia e Eslováquia enfrentam as maiores restrições de conexão de novas renewable. Dados de outros grandes sistemas, como Alemanha e Itália, ainda não estão completos, o que pode ampliar a avaliação.

O que vem pela frente

Especialistas chamam a atenção para a urgência de investir na infraestrutura, já que a substituição de combustíveis importados por renováveis depende de redes estáveis. O relatório destaca que a barreira não é apenas técnica, mas de segurança energética.

Preparando o terreno para o futuro

Com a queda de custos de energia, a demanda por soluções como aquecimento elétrico e fotovoltaico residencial aumenta a pressão sobre a rede. Países avaliam modelos de tarifa e incentivos para reduzir o impacto de eventuais gargalos.

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