O restante da notícia em PT-BR segue:
Oposição a uma nova lei de Israel tumultuou o território ocupado na quarta-feira, com lojas e instituições públicas da Cisjordânia fechando em protesto. A lei permite a execução de palestinianos condenados por ataques fatais, mas não aplica o mesmo critério a israelenses.
Em Hebron, Ramallah e Nablus, a maioria das lojas permaneceu fechada após o chamado da liderança da Fatah, ligada à Autoridade Palestina, para uma greve geral. Shoppings inteiros e o principal mercado de Ramallah ficaram fechados.
Segundo relatos, a universidade Al-Quds — como outras instituições palestinas — também suspendeu atividades. Estudante de 24 anos descreveu a medida como absurda e injusta, citando indignação entre estudantes.
A deputada israelense descreveu a lei como desumana e racista, destacando que a norma cria um regime distinto para palestinianos, que são julgados nos tribunais militares. Críticos apontam desigualdades entre os sistemas jurídico.
O texto, aprovado pelo Knesset no início da semana, estabelece a morte como pena padrão para ataques mortais classificados como terrorismo, quando o réu for palestiniano. A aplicação retroativa não está prevista, conforme a legislação.
Historicamente, Israel utiliza a pena de morte com pouca frequência, tendo praticado a última execução em 1962, de Adolf Eichmann. A ocupação da Cisjordânia permanece desde 1967, com violência aumentando após ataques de 7 de outubro de 2023 e a ofensiva subsequente em Gaza.
Observadores afirmam que a mobilização busca dar visibilidade internacional às críticas sobre o regime judicial aplicado aos palestinianos, ressaltando o desnível entre sistemas legais usados na região.
Entre na conversa da comunidade