Donald Trump afirmou, em entrevista publicada nesta quarta-feira, que avalia a retirada dos EUA da OTAN, classificando a aliança de “tigre de papel” e destacando que não foi convencido a apoiar a presença militar europeia.
O presidente também disse que não pressionou fortemente pela força naval para reabrir o Estreito de Hormuz, linha de passagem estratégica para o petróleo, que continua fechada pelo Irã desde o início do conflito na região.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, adicionou que é necessário reavaliar o papel da OTAN após o atual conflito, sugerindo que a aliança pode perder valor para os EUA se não permitir o uso de bases no exterior.
Reavaliação da OTAN
Rubio afirmou que a relação com a aliança deve ser reconsiderada após o combate, destacando que bases europeias haviam permitido projeção de poder americano em várias regiões.
O senador lembrou que já foi um defensor da OTAN, mas questionou se a aliança ainda serve aos interesses dos EUA quando não é possível usar as bases para defesa.
Diplomacia e ações na região
Nesta semana, países europeus mostraram resistência a operações militares americanas, com a Itália negando decolagens de aeronaves e a Espanha fechando parte de seu espaço aéreo a aviões dos EUA.
Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer defendeu a OTAN como aliança essencial e anunciou uma reunião de cerca de 35 países para discutir a reabertura do Estreito de Hormuz.
Planejamento e próximos passos
Britânia coordenará as discussões por meio da secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, sem data confirmada, segundo Starmer. O objetivo é avaliar medidas diplomáticas para garantir a liberdade de navegação.
A reunião pretende reunir nações que já assinaram um documento que sinaliza contribuição para manter a passagem segura pelo Estreito, hoje crucial para o abastecimento global de petróleo e gás.
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